Há duas versões sobre o nascimento biológico desta Deusa.
Na versão de Homero, Afrodite nasce de modo convencional, como sendo filha de Zeus e Dione, ninfa do mar. Já na versão de Hesíodo,
ela nasce em consequência e um ato bárbaro. Cronos, cortou os órgãos de
seu pai Urano e os atirou no mar. Uma espuma branca surgiu em torno
deles e misturando-se ao mar, gerou Afrodite. Sendo assim, Afrodite é
filha do Céu e do Mar, a Deusa Mãe original em muitas tradições, e o
primeiro fruto da separação do céu e da terra. Como foi gerada no mar, é
a filha do começo, é a figura que, igual a Deusa original, volta a unir
as formas separadas de sua criação. Nesse sentido, Afrodite "nasce"
quando as pessoas recordam, com alegria, o vínculo que une os seres
humanos com os animais e com toda a natureza e ainda, quando percebem
esse vínculo como uma realidade clara e sagrada. O mito sugere que
isso aconteceu mediante o amor. A união se converteu em reunião, pois o
amor que gera vida se faz eco do próprio mistério da vida.
A união é reunião como a fertilidade é renascimento. Essa concepção se manifestava cada primavera no banho ritual de Afrodite que renovava sua virgindade e a da terra. As Horas, as primeiras à vestir Afrodite quando nasceu, são também Deusas das estações, que são as horas do ano e, na primavera, quando nasce o ano, a vestem de novo, ajudadas pelas Graças.
Fonte: reinodasfadas.portaldosanjos.net
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